terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A culpa é da galáxia (só por causa do copyright)


Sou do tipo de pessoa que se senta num canto qualquer, numa posição confortável (diga-se confortável de pernas para o ar), com o objetivo de pensar e deixar-me vaguear. Quando o pequeno ser que me representa na mente dá início à viagem, existem tantas coisas que se arrastam pelo meu pensamento, que a única conclusão a que chego é que eu não passo de um grão de areia no meio desta galáxia a que chamamos "via láctea" (ainda assim o é, não é?). Imagino-me no papel de pessoas conhecidas, ou daquelas por quem passei na rua um dia. Imagino-as a fazerem as coisas que eu normalmente faço: dormir, acordar com cara de peido, dançar, comer, arrumar, fazer uma birra interna no que toca a levar avante alguns problemas. E é incrível a perceção que se vai alastrando cada vez mais. Parece que o espírito se divide e abandona a sua casa para visitar outras. Mas o mais incrível ainda é o regresso dessa viagem espacial e o sentimento que a finaliza. Nostalgia é a única coisa que sinto. 

Somos tão pequenos... Temos muito que conquistar neste nosso mundinho, mas caramba, nós somos realmente muito pequenos. Temos emprestado o mundo, hoje estamos aqui e amanhã já não, mas se há coisa que caracteriza o ser humano é a fibra. E não daquelas que se come ao pequeno-almoço. Essa daí ajuda-nos a ficar fortes e com os intestinos mais regulados. Mas se formos a pegar nessa fibra comestível (sou bipolar até no pensamento) e a triplicarmos pelo maior número que ronda no mundo matemático, deparamo-nos com uma força humana incrível. "Mais do que promete a força humana", disse-nos um dia o Camões e com toda a razão. Tentamos conquistar, seduzir, retirar dos outros aquilo que não nos pertence. E acaba por ser fascinante as justificações que abafam todas essas ações. Ou por necessidade, ou simplesmente porque sim. Mas porquê? Custa-nos assim tanto sermos pacíficos e pedirmos "com licença" na zona de conforto dos outros, sem destruir nada? Porque é que temos de arrebentar aquela rede que nos divide e que nos torna diferentes uns dos outros? Porque é que temos de cultivar aquele ódio desnecessário? Não seria tudo mais fácil se fôssemos realmente educados?...

Mas isto sou apenas eu a divagar de meio espírito consciente, enquanto a outra parte que me caracteriza viaja por aí de sorriso no rosto e mala nas costas. Não seria tão melhor se todos nós soubéssemos fazer isto, vaguear pelo pensamento sem magoar ninguém?

2 comentários:

  1. Dica: muda o teu tipo de letra do blogue acho que ficaria muito melhor! Beijinhos

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    1. Por acaso estava a pensar em mudar o tipo de letra, mas obrigada pela dica :D
      Beijinhos

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