27 de maio de 2016

Tanto quanto um grão de areia

Encarem esta publicação como uma matéria subjetiva do meu lado racional objetivo, e não como uma conclusão retirada dos meus pensamentos paradoxais. Encarem tudo isto como mais uma das minhas reflexões que me empurram para o espaço, pois como bem me disseram hoje, eu tenho uma "mente ativa". Nós não somos nada! E quando profiro esta pequena frase, não me refiro à quantidade de coisas que temos ou não de cumprir enquanto seres humanos, mas sim enquanto elementos de um universo que se expande por outros universos. É bastante egoísta julgarmos ser os únicos seres à face do cósmico a possuir um corpo, uma mente, raciocínio e pensamentos que nos fazem chegar a uma conclusão como esta. Eu acredito que existam aliens por aí à solta, assim como acredito que existam mais estrelas no céu do que grãos de areia na terra (coisa que estou sempre a ler por aí e que acredito, sinceramente, ser um facto comprovado). Pois então, se isso é verdade, que somos nós vistos ao lado das estrelas, da lua, ou mesmo do outro lado do meridiano? Nada. Talvez a nossa existência importe para as pessoas que estão, neste momento, ao nosso alcance, assim como nos interesse seguir com a vida, mas e depois? Sei que existe a segurança de que continuaremos a existir enquanto a memória dos nossos incendiar-se perante a nossa aparição nas suas recordações, mas então e se essas mesmas memórias não forem acolhidas pela mente dos outros, como meras sementes são acolhidas pela terra, sem terem a oportunidade de germinar, crescer e permanecer na terra em que nasceram? Há quem afirme também, que a nossa permanência por aqui depende, principalmente, daquilo que somos e das marcas dos pés que deixamos... Nesse caso, estaremos nós a fazer o suficiente para que sejamos tão frescos na mente dos outros no futuro, como agora, em frente desse pequeno grande ecrã em que viajam comigo nestas questões, feitos de carne e osso? Seremos nós pessoas reais, que surgiram para nascer, crescer, viver e sucumbir? Ou não passaremos do fruto da nossa própria imaginação, essa que nos acolhe de forma confortável, e nos faz acreditar de que as imagens captadas de olhos fechados e mente serena são os verdadeiros sonhos, ambições que guardamos apenas para nós? Quem guarda, afinal, a verdade dentro de si? Nós, capacitados de um raciocínio científico, lógico e por vezes paradoxal, ou aquilo que desconhecemos e nos alberga, sem deixar para trás qualquer tipo de rasto que nos indique a sua verdadeira identidade?

4 comentários:

  1. Ás vezes penso que somos um sonho, uma miragem... Um fantasma de e um rei como Fernando Pessoa escreveu num dos seus poemas. Mas afinal de contas quem somos nós? Sócrates, o filósofo, também considerava que nada somos. É dele a frase " só sei que nada sei"!

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    1. Refletir sobre estes assuntos tem das suas rasteiras!...
      Considero que o Fernando Pessoa foi uma das pessoas que mais explorou essa questão da existência humana, por isso é que gosto tanto dele e dos seus heterónimos!

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  2. acho que expuseste muito bem um pensamento que, creio eu, já pairou na mente de qualquer ser humano.
    eu não acredito que estamos sozinhos nesta imensidão de universo, isso não faria sentido. nem sequer acredito estar sozinha no meu quarto neste momento. porquê criar algo tão grande para ter meia dúzia de gatos pingados a usufruir disso?
    somos mesmo insignificantes, pois as nossas ações com o tempo desvanecem e a nossa memória é levada para longe. no entanto, há que considerar: os seres humanos são máquinas tão bem feitas e temos uma parte tão complexa que nos diz respeito, a personalidade/consciência ou mesmo "alma". porque haveria a natureza de nos dar consciência para depois, a partir de um dado instante, desaparecer de vez? isto leva-me a crer que é impossível alguém se desvanecer completamente após a morte.
    enfim, pensamos que nos deixam acordados até tarde...
    beijinhos, Noelle :) http://supergirlinconverse.blogspot.pt/

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    1. Tens aí um ponto de vista magnífico! Não poderia concordar mais!
      Beijinhos!

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