1 de julho de 2017

JUNHO #RWSP17 \\ "Step Up", a sequela



Decidido o tema do mês de Junho, soube logo o que é que eu reveria para este mês. Não é segredo nenhum de que eu sou uma apaixonada pelo mundo da dança, tanto que já pratiquei hip hop por algum tempo. Mesmo que o meu nível de exactidão não se compare com o dos atores presentes nesta sequela, reconheço o quão difícil seja para um dançarino ser reconhecido como bailarino e, a partir daí, mostrar o seu trabalho ao mundo inteiro.

"Step Up" é muito mais do que um conjunto de filmes que visam a entreter-nos. Esta sequela, embora com todo aquele trabalho cinematográfico, os cenários, a rápida execução temporal e que nos dá a ilusão de que tudo é fácil e muito simples, reflete, como um todo, o difícil percurso que é viver da dança, desde a rejeição até ao momento em que nos dão o devido valor. É muito comum isto se suceder no mundo das Artes, em geral, mas tenhamos noção para o facto de, pelo menos na dança, as coisas serem muito mais complicadas. Não tanto quanto em Portugal, afinal, entre termos um dançarino norte-americano, espanhol, ou português, isto no país em que vivemos, o final é sempre o mesmo: os estrangeiros são mais valorizados. Como em qualquer outro lugar.

Apesar de não ser este o tema central do filme, pois temos presente os conflitos dentro de um próprio país - neste caso, e como quase sempre, nos EUA -, "Step Up" é a série que mais me comove, pois foi ao vê-la que, durante anos, eu ansiei por regressar à dança e viver toda aquela experiência que é dar de comer ao nosso corpo, através das vibrações que ele mesmo produz. Existem pontos em toda a trama que poderiam ser melhor explorados, contudo, existe uma cabeça, tronco e membros que interligam todas as personagens e as suas respetivas histórias de vida, o que é bastante engraçado, pois desse modo somos quase que obrigados a ter conhecimentos dos filmes antecessores se, por exemplo, calhar-nos assistir ao terceiro e não ao primeiro de todos. 

Foi bastante agradável dedicar um dia e meio a rever personagens queridas - Moose ♥ -, assim como a reacender a chama da dançarina que vive em mim. Pausei imensas vezes para poder dançar no corredor, vibrei a cada atuação, senti em mim o cansaço por detrás de todo aquele produto, afinal, todos aqueles atores são, de facto, bailarinos profissionais, dos quais alguns fazem da dança a própria vida - temos o exemplo, dentro muitos outros, da Paris Goebel e do Twitch -, e relembrei o quão bom e fantástico é lutarmos pelos nossos sonhos. Desta vez não senti a urgência de voltar a dançar num grupo, contudo, também não me pude esquecer da alegria que vivi enquanto estive por lá!

Já viram estes filmes? O que têm a dizer acerca deles?
Esta publicação insere-se no projeto do Re-Watching Season Project, em parceria com a Sofia e o Jota. Para saberem o que eles andam a reler, cliquem nos nomes respetivos.

2 comentários:

  1. "Step Up" é um das sagas que mais me faz sonhar com um mundo de artes (para o qual não tenho qualquer aptidão). Sempre que vejo qualquer um dos filmes fico a pensar como seria se fosse eu quem tivesse todos aqueles dotes artísticos. O meu preferido é o "Step Up: Revolution" e o Moose é também das minhas personagens mais queridas, tal como os gémeos. :)
    Beijinhos grandes.

    https://bloomblogue.blogspot.pt

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  2. Awwww, os verdadeiros filmes da minha infância! <3
    Desde os meus 4/5 anos e até aos 12 fui dançarina de ballet, algo que despertou desde muito cedo a minha paixão pela dança e faz com que qualquer filme que seja de dança ou musical me desperte imediatamente a atenção! Nunca mais pratiquei, com muita pena minha, mas adoro hip-hop e contemporâneo, a minha modalidade favorita!

    Parece que só temos coisas em comum, até porque os filmes do Step Up fizeram parte da minha adolescência. Adorei-os a todos e deram-me sempre imensa vontade de dançar. Fiquei agora com uma imensa vontade de voltar a vê-los a todos!

    Beijinhos,
    Sónia Rodrigues Pinto
    SHE WRITES

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